Carne Picada com Molho e Cogumelos

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É muito giro ter um blogue e nele partilhar receitas especiais, bolos super bem decorados, sobremesas que combinam com as estações do ano ou pequenos muffins, queques, tartes e quiches perfeitos para brunchs e piqueniques elegantes. Mas cozinhar no dia-a-dia é muito mais do que imagens bonitas. Na maior parte das vezes cozinhar é andar contra o tempo, é mais uma rotina num dia cheio de rotinas, é stressante e pouco satisfatório. Portanto, nem sempre este acto tão generoso de partilhar comida está associado ao glamour que na maior parte das vezes pintamos nos blogues, nas revistas de especialidade, nas redes sociais. Imagino que em cada casa, cada pessoa terá a sua maneira, as suas dicas de enfrentar esta tarefa tão essencial do quotidiano. E mais do que enfrentar terá as suas formas de tornar este ato em algo satisfatório e aprazível, para quem cozinha e para quem come.






Cá em casa gostamos muito de ocupar a cozinha. Todavia, nem sempre a disposição é das melhores. Principalmente, quando as horas de trabalho se multiplicam esticando o dia normal pela noite dentro. Por isso, e quase de forma instintiva, cá em casa temos uma lista de receitas versáteis que podem ser usadas com tudo e mais alguma coisa. É o caso da Carne Picada com Molho e Cogumelos. Pode ser usada como base para acompanhar diversas massas, pode ser o recheio de uma lasanha clássica, pode ser colocada num empadão de batata ou (e esta é a maneira que eu mais gosto) pode ser degustado apenas com pão a acompanhar. Ou seja super polivalente, super fácil de fazer. Muitas vezes preparo esta receita ao fim-de-semana, congelo e volto a usar em diferentes refeições, sem ter aquela sensação de que estou a comer sempre a mesma coisa.


 Talvez esta não seja a receita mais bonita que alguma vez partilhei aqui no blogue, mas caramba não imaginam como é decadentemente saborosa. Serve para qualquer estação do ano. Esta receita por exemplo é perfeita para os dias de outono que se aproximam. Traz um certo conforto ao corpo, sem esquecer que a alma também precisa de comer.

Carne Picada com Molho e Cogumelos

Para o Molho de Tomate Caseiro
Ingredientes
1kg de tomates (bem maduros)
2 cebolas grandes
4 colheres de azeite
50ml de água
sal (a gosto)
pimenta preta (a gosto)
oregãos secos (a gosto)

Descascamos as cebolas e cortamos em pedaços grandes. Lavamos os tomates e cortamo-los grosseiramente. Juntamos numa panela. Acrescentamos o azeite, a água e os temperos (sal, pimenta e orégãos). Levamos a lume médio durante trinta minutos, até levantar fervura e o tomate fiar meio desfeito. Trituramos com a varinha mágica até obtermos um puré grosso. Verificamos os temperos. Voltamos a colocar a panela ao lume, agora em lume brando, e deixamos apurar durante mais 20 minutos. Guardamos em frascos esterilizados no frigorífico, até um mês ou em sacos de congelação, até um ano.

Para a Carne com Molho e Cogumelos
1 cebola grosseiramente picada
3 alhos finamente picados
300g carne de porco
300g de carne de bovino
300g de molho de tomate caseiro
200g de cogumelos marron
1 copo pequeno de água
1 cálice de vinho branco
1 colher de sobremesa de oregãos
1 colher de sobremesa de manjericão
1 colher de café de piri-piri moído
1 pitada de pimenta preta
sal a gosto
azeite

Numa panela aquecemos o azeite em lume médio. Adicionamos a cebola, o alho e a pimenta preta. Cozinhamos até os ingredientes ficarem macios (cerca de 5 minutos). Adicionamos a carne picada e deixamos fritar cerca de 7 minutos até dourar, mexendo com uma colher de pau, para separar a carne. Juntamos um cálice de vinho branco. Deixamos cozinhar mais 4 minutos até o álcool desaparecer. Juntamos o molho de tomate. Adicionamos os orégãos, o manjericão e o copo de água. Se tiverem ervas aromáticas frescas melhor, o sabor fica mais apurado. Deixamos cozinhar em lume brando durante cerca de 20 minutos. Verificamos os temperos e adicionamos mais pimenta e sal a gosto. Retiramos do lume e comemos de imediato ou usamos em diversas receitas. 


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Encontrar o Norte, numas férias inesquecíveis

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Férias. Essa bela palavra para descrever estado permanente de felicidade. Nem imaginam como me souberam tão bem as férias deste ano. O corpo pedia uma pausa há já algum tempo, e a alma ansiava por novas inspirações, novos locais, novos planos e novos sonhos. Todo o meu sistema guinchava por descanso, mas não daquele de ficar estendida no sofá. Antes pelo contrário. Precisava de abrir as janelas e voar. Foi isso que eu fiz (não literalmente) e contei com a ajuda do meu belo Portugal, que mais uma vez me presenteou com paisagens de cortar a respiração, algumas aventuras, pessoas genuinamente simpáticas, comida maravilhosa e águas salgadas de retemperar qualquer estado de shutdown. Até às férias deste ano costumava dizer: conheço meio mundo, tirando o Minho. Este ano apercebi-me que já tardava em conhecer esta região tão bela, da qual só ouvia maravilhas. Como para mim férias de verão devem acontecer com muita água salgada à mistura, a família rumou sem se fazer difícil até às praias do norte, norte mesmo norte.





Às cegas arranjámos alojamento em Vila Praia de Âncora. Em época alta, decidir tardiamente qual o destino e arranjar alojamento é um erro. Mas só vos posso assegurar que ficar hospedado em Vila Praia de Âncora, foi o mais acertado que fizemos, pois a partir deste ponto facilmente percorremos toda a costa norte de Portugal. Entrar em Vila Praia de Âncora foi como ter um sonho surreal, bonito demais, que me deixou a pele arrepiada (ou isso terá sido pela brisa fresca que corria?). Como estávamos na hora de almoço, as ruas encontravam-se desertas, o areal parecia o de uma praia paradisíaca, extenso, solitário, dourado na perfeição do sonho, a banhar-se num mar azul cristalino, sereno e a comungar com o verdejante da serra. Espera o verde da serra? Sim, leram bem. Nunca tinha estado numa praia (e acreditem que já estive em várias) colada à serra. Deitada no areal, tanto podia confinar o meu olhar ao conforto familiar do paredão rochoso e verde da montanha ou expandir o meu olhar até ao distante horizonte celestial. Foi uma das melhores sensações das férias. Uma das melhores e das mais constantes, uma vez que todas as praias que visitámos partilhavam desta comunhão com o verde montanhoso.

De Vila Praia de Âncora, saltitámos até Gelfa, Afife, Praia do Camarido e Praia da Foz do Minho, Caminha e Monte de Santa Tecla (Espanha). Usámos sempre as estradas nacionais, bonitas, sem confusões, e sempre que a sinalização indicava um ponto de interesse chamativo, saímos a da rota em busca de novas paisagens. Por exemplo, se estiverem por Caminha subam até ao Miradouro da Fraga, vão conseguir ter uma panorâmica de toda a foz do Rio Minho. Caminha foi um pau de dois bicos. Por um lado, a confluência da cidade com o rio e com a serra é de arregalar os olhos. Comer num dos restaurantes do centro histórico é também encantador. Mas, por outro lado tenho uma dica a partilhar. Não visitem Caminha em dia de feira, em época alta. Falta de estacionamento, falta de controlo do trânsito. A experiência não foi muito agradável. Todavia, se estiverem por caminha têm mesmo de visitar a Torre do Relógio e apanhar o ferryboat em direcção a espanha e também disfrutar um pouco da margem estrangeira. Para mim foi a primeira experiência num ferryboat. A viagem demora cerca de vinte minutos e sabe bem ter uma vista privilegiada sobre o Rio Minho.




Do lado de nuestros hermanos, há tanto para ver. Mas, se como nós, estiverem limitados pelo tempo, rumem até ao Monte de Santa Tecla. A paisagem é de tirar a respiração e o vento também. Sabem aquele momento em que escolheram vestir o vestido mais fresco do guarda-fatos e à vossa volta é só pessoas vestidas com casacos de inverno? Pois eu vivi este momento no Monte de santa Tecla. Mas valeu toda e qualquer pele de galinha. Neste espaço, para além das vistas, encontram um castro antigo, bem preservado, ao qual está associado um museu que também merece visita. Na realidade, para se subir ao monte é necessário pagar bilhete, mas todas estas visitas estão nele incluído. Costuma-se dizer que as coisas mais belas residem nos pormenores mais simples. Embora tenha adorado todos os momentos das férias, houve um que vai ficar para sempre na memória. Chegamos ao final do dia à Praia da Foz do Minho. Quase na hora dourada. Apanhámos o passadiço de madeira em direcção à Praia do Camarido. Ou melhor, deixámo-nos embrenhar no verde do pinhal e fomos indo, desconhecendo qual o destino, quais as cores ou os cheiros que iriamos encontrar. O cenário final foi mais que lindo. Uma praia deserta, a fazer esvoaçar os cabelos, um sol dourado mágico, ondas suaves, uma ilhota no horizonte com um forte monumental. Apreciámos aquela imagem para depois percorrermos o caminho inverso, mas pelo areal. Unindo a Praia do Camarido à Praia da Foz do Minho, onde barcos baloiçavam suavamente ao sabor da maré. Eu desdobrei a ponta mais a norte do país. Senti-me um descobridor, a conquistar o maior dos tesouros. Senti o vento a dizer-me, tu pertences a este pedaço, a este momento, a este cenário encantador. Só para verem o quão embebida eu estava neste passeio, que perdi um dos meus casacos preferidos. (Se encontrarem um casaco azul bebé, com bolinhas brancas da Throtleman é meu, faz favor). O post vai longo e apesar do norte merecer mais umas quantas palavras, também não vos quero maçar. Deixo-vos algumas dicas mais a abaixo e uma certeza de que voltarei a este paraíso na terra.



Vila Praia de Âncora
Onde Ficar: Apartamentos Turísticos Vila Praia
Onde Comer: Restaurante Verdes Lírios
O que ver/Fazer: Ir a banhos na familiar Praia de Vila Praia de Âncora, a maravilhosa Praia da Duna do Caldeirão. Visitar o Forte da Lagarteira. Fazer canoagem no rio Âncora.

Caminha
Onde Comer: Restaurante Batista (Principalmente os filetes de polvo ou o bacalhau à Braga)
O que ver/Fazer: Ir a banhos na “tropical” Praia do Camarido ou na doce Praia da Foz do Minho. Apreciar a paisagem no Miradouro da Fraga. Visitar a Torre do Relógio e passear pelo centro histórico onde encontram diversas pastelarias com iguarias de comer e chorar por mais. Apanhar o ferry-boat em direcção a Espanha.

Norte de Espanha
O que ver/ Fazer: Visitar o Monte de santa Tecla. Visitar La Guarda.
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Crepes rápidos (tão rápidos que isto quase não chega a ser uma receita)

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Regressar a Setembro é regressar aos dias mais curtos. 
A luz de verão começa a findar. Assim que Setembro se afigura no calendário há toda uma nova escala de dourados a substituir o amarelo choque veraneante. As noites apresentam-se mais cedo, escurecem os hábitos festivos de quem estava habituado a esticar o dia e convidam a um casaquinho pelos ombros. O tempo passa a ser delimitado pelas rotinas laborais e por hobbies mais calmos.


Regressar a Setembro é voltar ao estado: só estou bem a onde eu não estou. Apetece prolongar o verão, continuar a curar a alma com água salgada, continuar a encher o pé descalço de aventuras travessas, continuar a rebolar no riso do calor apaixonante. Mas ao mesmo tempo necessitam-se de abraços mais calorosos, de comida mais confortável, de um aconchego espiritual que convide a saltar por entre resfriados e montes de folhas secas.






Depois de umas semanas largas de férias, a descobrir Portugal, a descobrir como é bom viver sem planos, sem despertador, sem ordens rotineiras, começo a regressar ao blogue. Porque Setembro é de facto o mês dos regressos. Hoje partilho uma receita, que de tão fácil, não chega a ser receita alguma. Usei-a para um momento a sós com a minha mãe, um momento despido de grandes artificialismos. Só nós as duas, um lanche simples e uma boa conversa entre duas mulheres adultas. Relembra-me as férias, mas também as partilhas entre mãe e filha sobre os diferentes regressos que a vida nos proporciona.

Sê bem-vindo Setembro.

Crepes Rápidos

Ingredientes
3 ovos
1 chávena de leite
1 chávena de farinha de trigo
1 colher de sopa de geleia de coco
raspa de 1 limão

Batemos tudo no liquidificador, até todos os ingredientes estarem bem ligados. Untamos uma frigideira anti-aderente com um pouco de óleo de coco. Vertemos um pouco da massa na frigideira. Deixamos dourar antes de virar ao contrário. Repetimos o processo até usarmos a massa toda. Retiramos e servimos com fruta ou toppings a gosto.




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Galette de Pêssegos e Amoras Silvestres

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Agosto. O mês das tão aguardadas férias de Verão. Pensar em Agosto é, na maior parte das vezes, pensar em dias descansados à beira mar, em conversas alegres em esplanadas, ou jantares longos e preguiçosos com as pessoas que nos fazem bem à alma. Mas Agosto é também a época da abundância. As hortas vestem-se com os melhores tomates e os legumes mais vistosos. Dos pomares chegam-nos as frutas mais suculentas. 





Em Agosto a natureza é generosa. E não só. Os que me são mais queridos também me brindam com ofertas maravilhosas. Nos últimos dias a minha despensa ficou atestada. Os avós ofereceram-me uma sacada de batatas novas, alguns tios trouxeram-me vários quilos de cebola e outros diversos e diferentes tomates, os pais saciaram a minha sede de fruta fresca e variada, e os vizinhos invadiram a minha cozinha com abóboras gigantes. Sou uma afortunada, pois não há nada como uma prateleira ou um armário repleto de fruta e vegetais, para usar da foma que quiser.

Talvez Agosto, para além do descanso que proporciona, seja o mês em que nos preparamos para os dias frios e longos de Outono e Inverno. Lembro-me perfeitamente que era nesta altura que a minha avó andava numa roda viva, espalhando frasquinhos de compota e conserva pela cozinha. Na altura eu não percebia o frenesim, nem entendia o porque de reduzir as frutas frescas a “papa” peganhenta. Porém, a verdade é que meses mais tarde me sabia bem partilhar ao lanche um café de cevada quente com um belo papo-seco a revegar colheradas e colheradas de doce.





Talvez Agosto me tenha alertado para a importância da sazonalidade dos produtos e de como os podemos aproveitar nos dias em que os campos agrícolas já se encontram a descansar sobe uma camada forte de geada. Eu não sou fundamentalista. Confesso que gosto de comer courgetes o ano inteiro, assim como adoro comer tomates ao longo dos 365 dias, por exemplo. Mas é importante saber que cada produto tem a sua altura específica. Penso que é uma forma de respeitarmos a comida, o esforço que sai das mãos de cada agricultor ou do próprio planeta terra, aprendemos que não podemos desperdiçar a comida.

Como não podia deixar de ser, a receita que partilho convosco reflete todo este estado de abundância que refiro. Os pêssegos são do pomar dos pais e as amoras silvestres estão a vestir os campos portugueses. Espero que gostem.





Galette de Pêssegos e Amoras Silvestres
Ingredientes para a Massa Areada
(adaptado do livro Receitas, Tipos de Massas e Outras, de Rosa Cardoso)

275g de farinha s/fermento
125g de açúcar
150g de manteiga (fria) em cubos (usei Manteiga Nova Açores)
2 ovos
raspa de 1 limão
raspa de 1 laranja

Ingredientes para o Recheio
750g de pêssego
300g de amoras
2 colher de sopa de açúcar

Colocamos todos os ingredientes, excepto os ovos, numa taça e amassamos até obtermos uma consistência areada. (Podem usar um processador de alimentos para fazerem este passo.) Adicionamos os ovos aos poucos e voltamos a amassar até a massa se transformar numa bola. Envolvemosa a massa em película aderente e levamos ao frigorífico durante 30 minutos. Enquanto aguardamos pela massa, colocamos o açúcar numa frigideira antiaderente e levamos a lume brando. Deixamos o açúcar derreter. Juntamos os pessêgos previamente laminados e deixamos caramelizar. Voltamos à massa. Esticamos a massa com jeito sobre uma bancada polvilhada com farinha até obtermos uma espessura de 5mm, aproximadamente, e o formato de um grande círculo. Forramos uma tarteira com papel vegetal. Colocamos a massa na tarteira. No centro da massa colocamos os pêssegos e cobrimos com amoras. Dobramos as bordas da massa, cobrindo parte da fruta. Pincelamos as bordas com o suco dos pêssegos. Levamos ao forno, previamente aquecido a 180ºC, durante 30 minutos. Retiramos do forno e deixamos arrefecer por completo antes de servir.




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Panquecas peguiçosas para famílias em férias

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Agosto chegou finalmente. Com ele trouze a leveza  de dias sem horários certos, sem rotinas intermináveis, com os telemóveis relegados para terceiro plano e uma vontade de sacudir o pó à pilha de leitura que merece ser colocada em dia. Férias. Palavra doce para quem espera pela serenidade dos dias há já um ano. Uma eternidade para uma alma em derradeiro esforço nos últimos meses, a penar por sol, brincadeiras com os mais pequenos, pequenos-almoços tardios e duradouros e calma.
 
Mas a calmaria nem sempre é feita de sossego ou silêncio enfastioso. Os últimos dias têm sido abundantes: em piqueniques, em visitas, em sestas depois do almoço, em jogos de tabuleiro, em corridas com a cão miúda, em jantares ao pôr-do-sol. Uma fartura que me aproxima dos entes que ritmam o bater do meu coração e me revela um sentimento profundo de agradecimento. E esta riqueza, dos dias preenchidos por quem de direito, estende braços e confusão também até à minha cozinha. Já aprendi a confeccionar Salada Russa à base de massa de vegetais com as mais pequenas e tive direito a mesa num restaurante improvisado no pátio cá de casa. Existem gestos de uma riqueza difícil de descrever. Por isso, eu só posso tentar retribuir com o meu charme de afirmação positiva a todos os pedidos. Mesmo que essas solicitações se resumam a panquecas matinais, feitas a correr, enquanto a massa cua desaparece entre mãozinhas rapineiras. 





Panquecas Rápidas

Ingedientes
2 ovos
1 1/2 chávena de farinha de trigo (com fermento)
1/2 chávena de açúcar refinado
1 chávena de leite
óleo de coco (para untar)

Misturamos todos os ingredientes com a ajuda de uma batedeira eléctrica e batemos bem, até obtermos uma massa homogénea. Pincelamos uma frigideira anti-aderente com óleo de coco . Vertemos uma porção de massa na frigideira. Fritamos durante um minuto até que a massa comece a ficar firme. Soltamos a panqueca e com uma espátula viramo-la. Continuamos a cozinhar até ambos os lados ficarem firmes. Repetimos o processo até esgotarmos a massa.


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A descobrir - Praia Fluvial do Rio Côvo

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Quem me quer ver bem em tempo de calor, é convidar-me para um mergulho, pra um chapinhar de pés em água fresca, para um piquenique à beira rio. Assim que o verão se faz sentir no horizonte a alma passa meio-dia a suspirar por biquíni no corpo e mais tempos livres para refrescar as horas. Às vezes sinto que sou peixe fora de água. Mais alguém com esse “problema”?



Se há sítios que me encantam nestas alturas são sem dúvida as praias fluviais. O nosso país é super rico neste género de oferta e cada vez mais é uma oferta de qualidade, com tudo a que uma pessoa tem direito: águas com selo de qualidade, pontos de apoio e espaços com manutenção reforçada. Todos os anos acrescento mais uma quantas à lista de praias fluviais conhecidas. E lá no fundo sei que sou uma sortuda pois desta forma consigo não só saciar a minha sede de umas braçadas frescas, mas também vou conhecendo o meu país.






Na semana passada, com o cesto de piquenique preparado, com uma cadela contrafeita no banco de trás e uma vontade enorme de sentir o sol a dourar a pele enquanto os pés percorrem os seixos do rio rumámos a uma das nossas praias favoritas (Praia da Folgosa, já falei dela neste post). Como é habitual, não fizemos planos, apenas fomos e nunca pensámos que o nosso recanto sereno podia ter sido invadido por um mega evento de pesca. Com desapontamento, demos meia volta e procurámos outro pouso, já sem certezas de vontades. Mas por puro achado, enquanto deambulávamos meio amuados (eu estava amuada) encontrámos a Praia Fluvial do Rio Côvo, no concelho de Vila Nova de Paiva, distrito de Viseu. Uma pequena península de areia dourada foi o que nos chamou a atenção da estrada principal e que nos conquistou a dar meia volta. Mas o vasto relvado, a água calma quase a lembrar uma piscina, o sossego do espaço, os limpos balneários de apoio convidaram-nos a estender as toalhas e a passar um dia inteiro. Não se deixem intimidar pelas águas escuras. A profundidade das mesmas não é assim tanta. Podem nadar à vontade com crianças, mantendo sempre a supervisão necessária. Além disso, a água está repleta de peixinhos, que nos debicam os dedos dos pés de forma curiosa. Uma experiência engraçada para se ter com crianças pequenas. Se passarem por estas bandas, este sítio merece uma visita e um mergulho.



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