Voltar aos loucos anos 20, na Curia

Partilha a tua sensação
Namorar é um verbo que se pratica cá em casa com afinco. Há miminhos nos dias bons, há gestos carinhosos nos dias mais difíceis, há gargalhadas malandras nos dias bem-dispostos e sorrisos meigos nos dias em que a desgraça reina. Existem sempre maneiras diferentes de amar dependendo do feitio dos dias. E se nos dias de humor leve tudo parece generoso e de fácil condução amorosa, é nos dias mais imperfeitos, de tempestade rotineira que sabemos que só um implacável gesto mimoso altera a emotiva formatação limitada. Um desses gestos, talvez o que mais gostamos, é pegar no carro e ir por esse Portugal fora, com ou sem destino traçado. Como dizem os Diabo na Cruz, Mergulhar, mãos no volante e adiante. Pra qualquer lugar. E, portanto, lá fomos nós saborear o Mar e as Serras. Deixámos a Beira casa, em direcção ao imaginário de belle epoque da Curia.

Se por um lado sou fã de edifícios modernos, com arquitectura de linhas direitas assente em simplicidade bem esquadrada. A verdade é que o vintage histórico das edificações que pertencem ao passado tem sobre mim um fascínio muito presente. Porque na maior parte dos casos são lugares com alma antiga, com maturidade que seduz ao espalhar as suas teias de curiosidades longínquas. Portanto, assim que no computador se acercou, dos meus olhos, a imagem do Curia Palace Hotel e Spa, eu soube que era amor à primeira vista.






É considerado por muitos um dos mais belos e lendários hotéis de Portugal. Construído nos dourados anos 20, foi um marco de bem viver na altura, ou não tivesse sido edificado para ser o maior e o mais cosmopolita hotel de Portugal. E durante muitos anos conseguiu cumprir estes objectivos. As festas eram constantes, com jantares à americana, bailes, jantares de gala, festas das vindimas, saraus culturais. Também o desporto teve um papel importante e faz parte da herança charmosa deste hotel, que acolhia desfiles de automóveis, competições de ténis e aulas de natação. Na entrada principal do Curia Palace Hotel e Spa, parte desta herança encontra-se exposta. É muito curioso, por exemplo, ler algumas das promoções das aulas de natação. talvez um bocadinho directas e frias para a época.

Lendo a história mágica, dá para sentir que o hotel era mais do que um simples espaço hoteleiro, era sim uma forma de estar na vida e de a aproveitar. Segundo alguns dados da história do hotel, é possível perceber que na altura havia pessoas que viviam mais tempo no hotel do que nas suas casas. Nessas temporadas passavam a receber o correio directamente no hotel, sendo que havia um guiché dedicado à recepção e envio do correio, um pbx gigante. Graças a todas as atenções que concentrou em si e às várias centenas de pessoas que movimentava, a Curia passou a ter paragem obrigatória do comboio. Algo que contribuiu para que mais pessoas, das grandes cidades da altura se deslocassem até aquela zona.







Como eu gostava de ter a oportunidade de viajar no tempo e assistir a toda o glamour com que se processava a vida na Curia naqueles anos, de dançar naqueles salões espaçosos, com tectos altos e repletos de arte nova. Bem, até posso não ter máquina do tempo, mas passar uma noite neste sítio é uma experiência única e diferente de todos os sítios onde já pernoitei.

Como seria de esperar, desde os anos 20, que o Curia Palace Hotel e Spa já sofreu muitas obras, sendo que no início dos anos 2000 esteve fechado para remodelações profundas. Contudo, apesar de profundas, nota-se que houve a preocupação de manter o ambiente clássico, algum misticismo e glamour da época, sem passar a linha para o lado do ambiente bafiento.





Não fiquei nada desapontada com esta experiência. Chegámos cedo e houve possibilidade de fazer o check in às 12h00. Logo na entrada principal, fiquei sem palavras, enquanto os meus olhos se apaixonavam pelo fantástico elevador em ferro, madeira e vidro da Maschinenfabrik Wiesbaden. Uma peça de arte, de 1926, que apesar de nos dias de hoje estar fechada, um simpático funcionário abriu as portas, para que pudesse fotografar o seu interior. Também o majestoso relógio da entrada principal, um relógio de Paul Garnier de Paris, fez-me desejar que o tempo parasse ali mesmo.

Confesso depois da entrada principal, ao percorrer os enormes corredores, me assustei um bocadinho com a luz difusa e as portas estreitas e super altas. De facto, é preciso deixar o corpo e a alma habituar-se à aura antiga do espaço, à energia que emana do passado. Algo que foi facilmente ultrapassado assim que abrimos a porta do quarto. À nossa espera estava um espaço com um ar de outrora mas onde se nota já um toque de modernidade. Apesar de ter gostado imenso do quarto, foi a casa de banho que me conquistou a 100 por cento. Em mármore branca e preta, com luz natural, estilo anos 20 e torneiras antigas. Sou louca por torneiras estilosas. Sim, talvez seja um gosto incomum, mas é algo que capta logo o meu olhar e que, assim que avisto uma, tenho de a fotografar.







Claro que o sítio que mais usámos e abusámos, foi a zona de Spa que foi construída de raíz com as últimas obras que o hotel sofreu. Com piscina, sauna, banho turco, e zona de tratamentos, é uma mais valia neste espaço hoteleiro.

A comida do hotel é também aconselhada. Tivemos a oportunidade de experimentar o buffet do jantar e o buffet do pequeno-almoço. Nota-se um cuidado especial nos detalhes e na forma como as pessoas são acolhidas no magnífico e lindíssimo Restaurante Belle Époque. . As paredes são trabalhadas todas a madeira, e a cor geral do salão convida a que uma pessoa fique mais um pouco, que se demore a apreciar os sabores, que desfrute de mais um dedo de conversa.

A Curia é uma zona pacata, parece quase parada no tempo, mas no bom sentido. Constitui um excelente destino para namorar em sossego e relaxar o corpo e a mente, principalmente depois umas semanas um algo complicadas e desgastantes como nós tínhamos tido. Caminhamos imenso no parque da Curia, ao lado do hotel. Trata-se de um espaço de 14 hectares, de mata, jardins e lagos, onde o ritmo é lento e agradavelmente saboroso.







Ler mais

Quatro sugestões mimosas para amar

2 sensações partilhadas
Aproxima-se a passos largos o dia mais meloso do ano. Há quem adore recebe-lo, há quem deteste a existência desta data. Eu sou a favor da liberdade, e acho que há espaço para ambas as reacções. A nível pessoal embora não seja uma fã incondicional do Dia dos Namorados, ou melhor do sentido comercial que ele adquiriu, gosto que haja uma data que nos lembre da importância de mimar os nossos mais queridos. Podem ter a certeza que a vou aproveitar para isso mesmo, para surpreender, para amar e mimar. Provavelmente, vou utilizar sensações gastronómicas para o fazer. O plano ainda não está traçado, mas aproveitei a falta de ideias para viajar um pouco pelo arquivo do blogue. Algumas receitas saltaram-me à vista, e acho que merecem nova partilha, pois encaixam-se perfeitamente nesta data. Seja para namorar a dois, ou simplesmente para acarinhar o amor próprio.

 A receita tem o nome de Panquecas Decadentes. Pela fotografia acho que se percebe porque. Sempre que preciso de conforto guloso recorro a esta maravilha calórica. Sim, sim, não é a receita mais saudável. Mas se constituir um miminho de vez em quando também não fará muito mal. Imaginem acordar com esta belezura a servir de pequeno-almoço?



Num registo mais saudável, sugiro como mimo gastronómico um Crumble de Maçã, Morango e Framboesa. Sabe bem, é bonito e é super fácil de fazer. Além disso, esta sobremesa tem um certo ar de Primavera/Verão, o que com as temperaturas que se têm feito sentir vai acariciar a alma com recordações mais quentinhas.


Ainda hoje cá em casa, passado um ano, continuam a pedir para confeccionar estas Bolinhas de Bounty Caseiras. Durante anos fui uma comilona de Bounties, adoro a combinação de chocolate com coco. Mas quando experimentei esta receita, soube que era amor para a vida toda. Só há um senão, são altamente viciantes.

Para pessoas que como eu, adoram celebrar datas especiais com a simplicidade, com um lanche repleto de pequenos prazeres, então têm mesmo de experimentar estes Bolinhos de Amor e Canela. Combinam super bem com um piquenique, que não tem de ser fora de casa, até porque as temperaturas não andam nada convidativas para isso.
Ler mais

Gofres de Limão

Partilha a tua sensação
Fevereiro. Oh, my dear Fevereiro. 
Fico tão contente com a tua chegada. És porventura o mais doce dos meses do ano. Sabes a tónico refrescante depois do longo mês de Janeiro, depois da quebra de adrenalina pós festas natalícias, depois da euforia dos desejos e expectativas de ano novo. És curto, a lembrar um penso rápido que se quer puxado a frio, com gesto célere sem dar tempo a ais ou a uis. Gosto dessa tua personalidade de quem sabe a importância que tem, mas não se fica por cá a pavonear. Mesmo que a dada altura te disfarces de pavão folião, que saltes entre matrafonas e abanes o rabo em tradicionais atípicas sambas deslocadas do seu calor. Com muito show-off, vais distrair o pessoal e passar de mansinho, ainda mais discreto, quase sem assentar.  



 Claro que mesmo assim deixarás a tua marca. A marca mais melosa que carregas. Quanto te perguntarem: O que trazes no regaço, dirás com toda a certeza do mundo: São rosas, Senhores, são rosas. Porque efectivamente, irás esbracejar aos ventos o cliché do amor e uma cabana, com espinhos à mistura e muitas filas em lojas que vendem demonstrações comerciais de afecto. Mas até isso gosto em ti Fevereiro. Adoro à brava este lembrete que anuncias aos quatro ventos. É preciso amar, é preciso preencher os dias com pulsações mimosas, destituindo assim as arritmias rotineiras. Dás na cabeça para a importância de aproveitar os dias, todos eles, para viver a simplicidade presente nos presentes que sem embrulho nos passam diante dos olhos, e se encarregam de amaciar o coração.
Sê bem-vindo Fevereiro. Oh, my dear Fevereiro.



Gofres de Limão

Ingredientes
2 e 1/2 chávenas de farinha de trigo
1/2 chávena de açúcar
3 ovos
1 chávena de leite
1 colher de chá de fermento
Raspa de 1 limão
Manteiga para untar

Juntamos os ovos e o açúcar e batemos bem, até obtermos uma massa fofa. Adicionamos de seguida a raspa de limão. Sem parar de mexer, vertemos o leite na mistura e juntamos também a farinha, aos poucos. Por fim, acrescentamos o fermento. Untamos com manteiga as placas da máquina para confeccionar Gofres. Seguimos as instruções do fabricante, até gastarmos a massa.






Ler mais

Granola Simples (mas boa, boa)

Partilha a tua sensação
No final do ano passado, decidi experimentar uma receita, que lá no fundo sempre me intrigou. Achava que era demasiado complexa. Olhando para trás nem sei bem porque pensava isso. Mas a vida veio-me provar que estava completamente enganada. Falo-vos de Granola. Essa combinação de flocos de aveia, com sementes, com fruta…com o que quiserem. Tornou-se um ingrediente habitual cá em casa. Sabe bem ao pequeno-almoço com bebida de coco, sabe bem ao lanche misturado com iogurte de soja, sabe bem como toping em algumas receitas mais saudáveis. Sabe bem, ponto final. Por isso, apesar dos receios de deixar queimar os flocos, ou de deixar passar o ponto entre crocante e completamente pedra, aventurei-me a “granolar”. Inspirei-me numa receita de Kerryann Dunlop, de O Livro das Refeições em Família (Jamie Oliver Food Tube) e voilá. Numa manhã de domingo bastante proveitosa, apareceu um tabuleiro de granola. Esqueçam os receios. Vale mesmo a pena experimentar esta receita. Granola caseira é do melhor. Primeiro porque sabemos exactamente a quantidade de açúcar que colocamos na mistura, porque sabemos quais as frutas que escolhemos, porque escolhemos as sementes que mais gostamos e porque podemos variar, acrescentar ingredientes pelos quais nutrimos maior paixão. Além disso, confeccionar granola deu-me uma espécie de sensação de viver devagar. Não sei bem explicar. Partilhar também convosco que no Natal comecei a viciar a família nesta minha receita e até ver os pedidos para ligar o forno estão sempre a chegar. Espero que gostem!






Granola

Ingredientes
100g de manteiga (mais um pouco para untar)
100ml de mel (tenho usado mel Castanheiro Velho, da zona de Penedono)
50g de açúcar mascavado
200g de frutos secos sem casca (usei amêndoas, avelãs e nozes)
400g de flocos de aveia finos
150g de sementes de girassol, abóbora, sésamo e linhaça
200g de fruta desidratada (arandos, papaia e ananás)

Pre-aquecemos o forno a 180ºC. Untamos um tabuleiro com manteiga, cobrimos com papel vegetal e reservamos. Num tacho pequeno, juntamos o mel, a manteiga e o açúcar. Deixamos cozinhar alguns minutos, em lume brando, até os ingredientes derreterem e começarem a borbulhar ligeiramente. Entretanto, cortamos grosseiramente os frutos secos. Numa tigela, misturamo-los com os flocos de aveia e com as sementes. Adicionamos a mistura da manteiga derretida e envolvemos bem. Vertemos no tabuleiro e espalhamos numa camada única. Levamos ao forno durante 25 a 30 minutos. Atenção que de 10 em 10 minutos temos de mexer a mistura, para que ela fique toda cozinhada. Tiramos do forno e juntamos a fruta desidratada. Deixamos arrefecer e guardamos em frascos herméticos. Esta receita conserva-se até 4 semanas.


Ler mais

Scones de Cheddar

Partilha a tua sensação
Janeiro tem parecido uma eterna segunda-feira, daquelas em que o sono é muito e só nos apetece voltar para a cama. Não, não tem sido um mau mês. Antes pelo contrário, tem sido um mês no qual tenho lutado muito por um projecto com o qual sonhava há muito tempo. Voltar a estudar. Passados mais de dez anos, voltei a sentar-me diante de um professor (neste caso vários) e a “beber conhecimento”. Ao longo dos anos tenho procurado sempre participar em algumas formações. Na verdade não consigo estar parada. Mas desde que deixei a licenciatura que não voltei a ingressar no ensino formal, na minha área. Tem sido um desafio e pêras. Há tanto para falar sobre esta nova experiência. Porém, e apesar de estar a ser um desafio ganho, a verdade é que não estava preparada para conciliar o trabalho, a vida familiar, o blogue e ainda os estudos. Portanto, o final do primeiro semestre foi de loucos. Quando me voltei a ver na situação de ter de estudar para uma frequência, pensei que enlouquecia. Agora, percebo que apenas tenho de voltar a encontrar o jeito, deixar-me levar pelos momentos mais stressantes e encontrar novas formas de estudar e de me organizar. Se tiverem dicas, por favor, estejam à vontade para partilhar.




Tirando a euforia da passagem de ano, a euforia de saltar de uma cadeira para o chão (foi a primeira vez que experimentei tal superstição, neste início de ano não houve tempo para reflexões de final de ano, não houve pensamentos ou desejos para o ano novo, não houve lista de expectativas. Se isso me fez falta? Honestamente, não. Sou sempre a favor de reflexões, a favor de sabermos quando devemos olhar a vida, olhar para o que nos rodeia e meditar sobre o que queremos ou o que somos. Mas a vida manda sempre muito mais, e durante este primeiro mês do ano, a vida tem-me dito: concentra-te mas’é nos estudos e não aproveites todos os momentos para procrastinar. Assim tenho feito. até porque sou uma menina bem comportada. E está a ser uma maneira bastante diferente de começar o ano. Claro que nestas últimas semanas o blogue tem ficado para segundo, ou terceiro, ou quarto…sei lá….plano. Começo a sentir falta da minha cozinha, de a usar em pleno, de invadir a casa de cheiros bons que lembram serões em família. Mas não me posso queixar, sei que é tudo por um bom motivo, pela aquisição de novos conhecimentos e de continuar a colocar os sonhos em marcha. Desde o início do ano, que a única receita (extra comida de sobrevivência) que passou pela minha cozinha foi mesmo esta de Scones de Cheddar, perfeitos para pequenos-almoços e lanches. Como a sua confecção envolve amassar, acreditem foi um óptimo anti-stress. Espero que gostem. Mas acima de tudo, espero que estejam a ter um excelente Ano Novo.


Scones de Cheddar

Ingredientes
400 gramas de farinha com fermento
1 colher de chá de fermento
60 g de manteiga sem sal (à temperatura ambiente)
200 ml leite
100 g queijo cheddar

Numa taça juntamos a farinha, o fermento e a manteiga. Amassamos bem. Abrimos um sulco na mistura e vertemos nele o leite. Voltamos a amassar. Por fim adicionamos o queijo previamente ralado. Transferimos a massa para uma superfície lisa, enfarinhada e amassamos até obtermos uma textura homogénea. Estendemos a massa, até esta ter 1cm de altura. E cortamos o scones com uma forma redonda larga. Levamos ao forno, pré-aquecido a 180ºC, durante 15 a 20 minutos.








Ler mais

Céu estrelado de Tangerina e Chocolate

Partilha a tua sensação
Entramos na recta final de 2017 e não queria deixar passar os últimos dias do ano sem uma última receita. Neste caso, a receita que acompanhou o Natal e que serviu para abrilhantar o sapatinho de alguns familiares. O que seria da minha vida sem bolachas? Bem, seria mais saudável, teria menos açúcar no sangue, não passaria tanto tempo à frente do forno, nem a enfarinhar a minha cozinha e não teria tanta loiça para lavar. Isso é certo. Mas faltaria-me algo. Adoro bolachas e biscoitos. Primeiro porque sou uma gulosa, segundo porque sou uma gulosa e terceiro porque adoro comer coisas doces. Tirando a parte da gulodice, a verdade é que sempre gostei, desde pequena de confecionar estas pequenas gordices. Ficam bem em qualquer ocasião e combinam com qualquer estado de espirito. Também a história do Reservatório de Sensações está ligada a bolacinhas e biscoitos. De facto, a primeira grande receita de sucesso do Reservatório de Sensações, e que me acompanhou em todas as feiras que participei, foi uma receita de Biscoitos de Mel, super simples, super maravilhosa. Houve uma feirinha em que só levei saquinhos destes biscoitos e nem um sobrou para a amostra.






Ainda hoje, os meus familiares me estão sempre a pedir para repetir esta receita. Confesso, que às vezes me farto um bocadinho, mas acabo sempre por voltar a ela. Porém, neste Natal quis experimentar uma receita diferente, com cheiro a casa rodeada de pessoas prontas a atacar os chocolates, a rir, a fazer piadas tontas, a família reunida. Por isso, optei por um céu estrelado na terra, algo forte, crocante, mas ao mesmo tempo delicado e repleto de sabor. As ocasiões especiais pedem sempre bolachas temáticas. E estas se não tivessem sido para oferecer, tinham servido de decoração na Àrvores de Natal (sem o chocolate, claro). Cada vez mais tenho a certeza que oferecer bolachas é mimar quem nos rodeia, é "perder" tempo a preparar algo, com amor, atenção aos detalhes ( sem esquecer a farinha e outro tipo de ingredientes comestíveis). Talvez por isso, 2017 tenha sido um ano de ganhar muitos quilos, de muita confratenização, de muito mimo. Sei que estas pequenas estrelas não são exactamente uma receita para a passagem de ano, mas serão para comer e comer em 2018. Sempre que precisarem de animar alguém, ou vocês próprios precisarem de mimo, não hesitem. Liguem o forno e preparem um céu estrelado com sabor a tangerina.




Bolachinhas de Tangerina e Chocolate

Ingredientes para as bolachas
100g de manteiga (à temperatura ambiente)
75g de açúcar mascavado
1 colher de chá de mel
1 ovo batido ligeiramente
300g de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
casca ralada de três tangerinas pequenas
1 pitada de canela

Ingredientes para o Molho de Chocolate
50g de chocolate negro grosseiramente partido
1 colher de sopa bem cheia de manteiga

Batemos a manteiga, o açúcar e o mel até ficarem bem incorporados. Acrescentamos o ovo a pouco e pouco, alternando com algumas colheradas de farinha, previamente peneirada. Isto sem parar de mexer. Juntamos o resto da farinha, o fermento em pó, a casca das tangerinas e a canela. Batemos bem, para que todos os ingredientes fiquem bem misturados. Colocamos a massa sobre uma superfície polvilhadas com um pouco de farinha e amassamos um pouco mais. Formamos uma bola e envolvemos em película aderente. Reservamos no frigorífico pelo menos 30 minutos. Aquecemos o forno a180ºC. Tiramos a massa do frigorífico e dividimos em dois bocados. Estendemos uma das partes na superfície ligeiramente polvilhada com farinha até ter cerca de 5mm de espessura. Recortamos as estrelas com os cortadores de bolacha e dispomos num tabuleiro previamente preparado. Levamos ao forno durante cerca de 10 minutos,  ou até a massa ter crescido um pouco e as extremidades adquirido um tom mais dourado. Repetimos o processo para a segunda parte da massa.

Para fazer a cobertura de chocolate, levamos os ingredientes ao lume em banho-maria. Mexemos até obtermos um creme homogéneo.  Colocamos numa tigela. Uma a uma mergulhamos as estrelas nesta tigela, cobrindo metade da bolacha. Colocamos as bolachas num tabuleiro, até que o chocolate solidifique completamente.






Ler mais
Publicação anteriorMensagens antigas Página inicial