Panquecas peguiçosas para famílias em férias

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Agosto chegou finalmente. Com ele trouze a leveza  de dias sem horários certos, sem rotinas intermináveis, com os telemóveis relegados para terceiro plano e uma vontade de sacudir o pó à pilha de leitura que merece ser colocada em dia. Férias. Palavra doce para quem espera pela serenidade dos dias há já um ano. Uma eternidade para uma alma em derradeiro esforço nos últimos meses, a penar por sol, brincadeiras com os mais pequenos, pequenos-almoços tardios e duradouros e calma.
 
Mas a calmaria nem sempre é feita de sossego ou silêncio enfastioso. Os últimos dias têm sido abundantes: em piqueniques, em visitas, em sestas depois do almoço, em jogos de tabuleiro, em corridas com a cão miúda, em jantares ao pôr-do-sol. Uma fartura que me aproxima dos entes que ritmam o bater do meu coração e me revela um sentimento profundo de agradecimento. E esta riqueza, dos dias preenchidos por quem de direito, estende braços e confusão também até à minha cozinha. Já aprendi a confeccionar Salada Russa à base de massa de vegetais com as mais pequenas e tive direito a mesa num restaurante improvisado no pátio cá de casa. Existem gestos de uma riqueza difícil de descrever. Por isso, eu só posso tentar retribuir com o meu charme de afirmação positiva a todos os pedidos. Mesmo que essas solicitações se resumam a panquecas matinais, feitas a correr, enquanto a massa cua desaparece entre mãozinhas rapineiras. 





Panquecas Rápidas

Ingedientes
2 ovos
1 1/2 chávena de farinha de trigo (com fermento)
1/2 chávena de açúcar refinado
1 chávena de leite
óleo de coco (para untar)

Misturamos todos os ingredientes com a ajuda de uma batedeira eléctrica e batemos bem, até obtermos uma massa homogénea. Pincelamos uma frigideira anti-aderente com óleo de coco . Vertemos uma porção de massa na frigideira. Fritamos durante um minuto até que a massa comece a ficar firme. Soltamos a panqueca e com uma espátula viramo-la. Continuamos a cozinhar até ambos os lados ficarem firmes. Repetimos o processo até esgotarmos a massa.


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A descobrir - Praia Fluvial do Rio Côvo

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Quem me quer ver bem em tempo de calor, é convidar-me para um mergulho, pra um chapinhar de pés em água fresca, para um piquenique à beira rio. Assim que o verão se faz sentir no horizonte a alma passa meio-dia a suspirar por biquíni no corpo e mais tempos livres para refrescar as horas. Às vezes sinto que sou peixe fora de água. Mais alguém com esse “problema”?



Se há sítios que me encantam nestas alturas são sem dúvida as praias fluviais. O nosso país é super rico neste género de oferta e cada vez mais é uma oferta de qualidade, com tudo a que uma pessoa tem direito: águas com selo de qualidade, pontos de apoio e espaços com manutenção reforçada. Todos os anos acrescento mais uma quantas à lista de praias fluviais conhecidas. E lá no fundo sei que sou uma sortuda pois desta forma consigo não só saciar a minha sede de umas braçadas frescas, mas também vou conhecendo o meu país.






Na semana passada, com o cesto de piquenique preparado, com uma cadela contrafeita no banco de trás e uma vontade enorme de sentir o sol a dourar a pele enquanto os pés percorrem os seixos do rio rumámos a uma das nossas praias favoritas (Praia da Folgosa, já falei dela neste post). Como é habitual, não fizemos planos, apenas fomos e nunca pensámos que o nosso recanto sereno podia ter sido invadido por um mega evento de pesca. Com desapontamento, demos meia volta e procurámos outro pouso, já sem certezas de vontades. Mas por puro achado, enquanto deambulávamos meio amuados (eu estava amuada) encontrámos a Praia Fluvial do Rio Côvo, no concelho de Vila Nova de Paiva, distrito de Viseu. Uma pequena península de areia dourada foi o que nos chamou a atenção da estrada principal e que nos conquistou a dar meia volta. Mas o vasto relvado, a água calma quase a lembrar uma piscina, o sossego do espaço, os limpos balneários de apoio convidaram-nos a estender as toalhas e a passar um dia inteiro. Não se deixem intimidar pelas águas escuras. A profundidade das mesmas não é assim tanta. Podem nadar à vontade com crianças, mantendo sempre a supervisão necessária. Além disso, a água está repleta de peixinhos, que nos debicam os dedos dos pés de forma curiosa. Uma experiência engraçada para se ter com crianças pequenas. Se passarem por estas bandas, este sítio merece uma visita e um mergulho.



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Panquecas Decadentes de Chocolate (e algumas reflexões sobre blogar)

8 sensações partilhadas
Se leram o post anterior, perceberam que o Reservatório de Sensações chegou aos dez anos de idade. E devem ter reparado como só agora me tenho apercebido (talvez só agora por medir o tempo que 10 anos representam) de como este meu espaço virtual tem sido uma companhia na minha vida. Apareceu na montanha russa emocional que a década dos 20 pode representar, quando me esforçava por compreender o mercado de trabalho, assegurar o meu primeiro emprego, me envolvia amorosamente para a vida, lutava pela independência económica e batalhava numa série de incertezas e dúvidas pessoais. Apareceu e foi ficando, ganhando forma. Não imaginam as vezes que atirei para o ar: Vou desistir. Ou: Chega de escrever parvoíces na internet. Ou até: Para que é que serve ter um blogue se ninguém o lê. 


Hoje em dia, vivemos na era dourada dos blogues, de como fazer carreira enquanto Influenciador. Mas a verdade é que o RS nunca nasceu sob a égide de um conceito, sob o projeto com plano de negócios associados, sob a forma de investimento para a vida. Apareceu para dar resposta a uma necessidade muito pessoal. Escrever. Escrever sem regras, sem normas, sem direcções fechadas, apenas respeitando as sensações do que vem, do que vai e do que fica da passagem dos dias. Comecei por ter dois leitores assíduos: o meu na altura namorado (agora marido) e a minha mãe. Ainda hoje, acreditam, a minha mãe me liga se encontra erros nos meus posts (enquanto lêem este post provavelmente já recebi mais uma chamada). Com o tempo foram aparecendo mais pessoas e eu sempre a esconder a minha identidade. Para além de achar que o blogue podia ser o meu refúgio criativo, sentia também que estávamos no início dos blogues em Portugal, e que quem escrevia nesta plataforma não era levada a sério. 


Agora o cenário é outro. Segundo alguns livros que tenho lido e algumas estatísticas que tenho analisado, os influenciadores têm cada vez mais peso na sociedade em geral, nas decisões que são tomadas pela comunidade em geral, na divulgação de marcas. Portanto hoje em dia, os blogues que vão aparecendo, na sua maioria, já nas cem com esta intenção de influenciar, de angariar o maior número de viewrs, chegar ao maior número de marcas, estar sempre no top dos tops. A pressão é muita para quem quer de facto assumir o papel de influenciador, mas também para quem pretende apenas manter um blog de pequena escala e não ser completamente abafado no ruído que é cada vez mais a internet. Para ser lido é necessário estar constantemente a actualizar todo o género de redes sociais (blog, facebook, instagram, pinterest, blogvin, twitter, etc...), para além de atualizar é preciso optimizar todos estes conteúdos, seguir tendências, algoritmos, modas, padrões generalizados, conhecer as milhentas mudanças de ferramentas nas redes sociais. Uma luta diária que muitas vezes obscurece a real razão porque um blogue é criado.

O meu blogue tem pouquíssimas visualizações (tendo em conta os números de grandes bloguers) e confesso que às vezes sinto essa pressão, ser mais actualizada, correr mais atrás de eventos, de marcas, de viewrs, de me manter na crista da onda. No entanto, depois reflicto. No meu caso nunca quis correr atrás de algoritmos ou tendências. Não quer dizer que não simpatize com algumas modas, não quer dizer que não goste do mesmo que milhões de pessoas gostam, não quer dizer que não queira ser lida. Sabe bem ser lida e receber o feedback das pessoas. Sabe bem todas as pessoas de bem que se têm aproximado do Reservatório de Sensações (agradeço muito mesmo muito tudo o que tenho aprendido convosco). Mas o que eu quis sempre com este cantinho foi ser honesta, honesta nos sentimentos, nos textos e nas receitas que partilho. E julgo que é nisso que me quero concentrar, não quero que a pressão de conseguir ser lida mate a minha criatividade, a minha paixão por manter este espaço. Quero continuar a ser eu, com todas as mudanças, inspirações e coisas boas e más que os anos vão trazendo. Quero continuar a ter as pessoas de bem que "me visitam", que me ligam, que me escrevem e me dão o seu feedback à conta do Reservatório. Quero continuar a fazer o que gosto (sem pressões).

Esta receita foi preparada uns dias antes de ficar de dieta. Estou proibida por razões de saúde durante tempo limitado de comer chocolate, bananas, ameixas, tomate, queijo, cacau, café, chá, bebidas energéticas, sumos de fruta, citrinos..... e mais uma catrafada de coisas. Portanto, antes de entrar neste regime (ditadura) alimentar vinguei-me e descobri estas maravilhosas Panquecas Decantes de Chocolate, com Molho de Chocolate e Laranja.

Panquecas Decadentes de Chocolate

Ingredientes para as Panquecas
200g de farinha com fermento
1 chávena de chá de chocolate em pó
50g de açúcar em pó
3 ovos
2,5 dl de leite (à temperatura natural)


Ingredientes para o Molho de Chocolate
300g de chocolate negro grosseiramente partido
6 colheres de sopa de leite
Raspa de uma laranja
1 dl de natas
30g de manteiga


Misturamos a farinha com o chocolate. Noutra taça colocamos o açúcar e as gemas. Mexemos bem. Juntamos a farinha com o chocolate na mistura das gemas. Adicionamos o leite aos poucos à medida que mexemos até obtermos uma massa homogénea. À parte batemos as claras em castelo e envolvemo-las, sem bater, no preparado anterior. Pincelamos uma frigideira anti-aderente com manteiga. Vertemos uma porção de massa na frigideira. Fritamos durante uns minutos até que a massa comece a ficar firme. Soltamos a panqueca e com uma espátula viramo-la. Continuamos a cozinhar até ambos os lados ficarem firmes. Repetimos o processo até esgotarmos a massa. Para o creme, partimos o chocolate em pedaços, juntamos as natas, o leite, as rapas de laranja e a manteiga. Levamos ao lume me banho-maria. Mexemos até obtermos um creme homogéneo. Vertemos sobre as panquecas. Podemos ainda acompanhar com frutos vermelhos.



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Bolo de Pêssego e Champanhe (e os 10 anos do Blogue)

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Quando iniciei o blogue, em 2007, estava longe de imaginar que um dia andaria a partilhar receitas, sabores e texturas internet fora. Se alguém me tivesse dito que, passados 10 anos desde aquele ponto temporal, eu andaria maravilhada a comprar frigideiras antiaderentes, formas específicas para bolos específicos e que a minha selecção de livros sobre jornalismo seria substituída por uma infinita lista de livros de culinária e gastronomia eu não teria acreditado. Na realidade, se alguém me tivesse dito que passados 10 anos eu estaria ainda a desenvolver o Reservatório de Sensações eu teria desconfiado (e muito).




Ao longo destes dez anos tem acontecido tanta coisa de diferente na minha vida. Apercebo-me agora que muitas ocasiões, experiências, pequenos apontamentos estão associadas ao Reservatório de Sensações, ou pelo menos passaram por ele. Lembro-me perfeitamente de que quando lancei o blogue estava no início da relação com o meu agora marido. Trocávamos textos, eu pedia-lhe opinião, namoriscávamos horas seguidas no chat do extinto Messenger. Lembro-me também que no início escondia a minha identidade. Achava que a magia do blogue se iria perder, que poderia perder a minha liberdade criativa. Estava tão enganada. Lembro-me que foi graças aos famosos (pelo menos dentro de um grupo de cerca de 20 pessoas, são super famosos) Biscoitos de Mel que comecei a revelar a Ana que gosta de comer, a Ana que gosta de sentar quem ama à mesa, a Ana que respira verde e que sonha em ter uma quinta grande com galinhas, cães, gatos e muitos legumes. Lembro-me que foi graças ao Reservatório de Sensações que participei em feirinhas, em chás de amigas e comecei a fazer parte de despedidas de solteiras.


 Há tanto para dizer e tantas palavras que falham. O que é curioso tendo em conta que trabalho na área da comunicação, sempre a “falar” pelos meus clientes e pelos seus produtos. Defeito de profissão, mas também porque prefiro sentir este meu cantinho, partilhar convosco as maravilhas da vida, os sabores e os cheiros que invadem todos os dias a minha singela existência. É bom sentir que o que começou por ser um depositário de textos e de estados de alma, se transformou num espaço virtual muito simples, que já tocou algumas vidas, que já fez parte de momentos importantes e que acima de tudo continua a ser um fiel reservatório das mais diversas sensações.






Custa-me pensar nos próximos dez anos. A vida manda muito mais que nós todos juntos. Tenho aprendido isso nos últimos anos. Possivelmente por isso, decidi no início deste ano refrear expectativas e assumir que o importante é viver um dia de cada vez. Quem sabe daqui a um ano farto-me de panelas e panelinhas? Dúvido, mas nunca se sabe. O que eu sei é que nos tempos próximos vão ter de levar com mais receitas, mais gordices boas, mais imagens do meu novo campo e de tudo o que ando a descobrir nele. Espero que isso seja motivo para ficarem desse lado. E como não podia ser de outra forma, termino este post com um brinde, porém neste caso em formato de bolo. Tchim, Tchim e parabéns ao Reservatório de Sensações.







Bolo de Pêssego e Champanhe

Ingredientes para o bolo
300g de pêssegos
200ml de champanhe
4 ovos
400g de farinha
4 colheres de sopa de farinha de aveia
175g de açúcar
2 colheres de sopa de geleia de coco
100ml de azeite
2 colheres de sobremesa de fermento em pó
Raspa de 1 limão

Ingredientes para a cobertura
150 ml de champanhe
2 colheres de sopa de açúcar branco
Açúcar em pó

Numa tigela colocamos os pêssegos devidamente descascados, descaroçados e partidos aos pedaços. Regamos com os 200ml de champanhe. Reservamos durante meia hora. Trituramos num processador de comida e reservamos. Batemos os ovos com o açúcar até obtermos uma mistura fofa e leve. Adicionamos o pêssego triturado, a raspa do limão, o azeite e a geleia de coco. Juntamos as duas farinhas devidamente peneiradas e o fermento em pó. Mexemos até incorporarmos bem todos os ingredientes. Levamos ao forno, pré-aquecido a 160ºC, em forma untada durante cerca de 40 minutos ou até estar dourado e firme ao toque. Retiramos do forno e deixamos arrefecer dentro da forma. Enquanto o bolo arrefece deitamos numa pequena caçarola 150ml de champanhe e duas colheres de açúcar branca. Levamos a lume brando e deixamos ferver sem queimar. Retiramos do lume. Desenformamos o bolo e pincelamos com o xarope de vinho espumante. Antes de servirmos o bolo polvilhamos com açúcar em pó.


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Popsicles de Mirtilos e Kefir

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Amante confessa do inverno, julgo que nunca me tinha apercebido do quanto aprecio o mês de Julho. Talvez porque nunca tinha deixado entrever o quão mágico é este mês. Há magia nos pores-do-sol que explodem em tons de laranja e cor-de-rosa. Há magia nos convívios calorosos que são regados com uma boa limonada e brindes tontos sobre tudo e sobre nada. Há magia no mercado municipal com bancas repletas de frutas e vegetais de todas as cores. Sinto que Julho me aproxima das pessoas, das coisas boas, do sentimento de pertença apenas ao lado do bem. Sinto que Julho me devolve a liberdade. Talvez porque com ele cheguem as férias de Verão. Mais curtas que as de infância, é certo, porém repletas de novos planos e novas aventuras. É neste mês que a adrenalina se cruza com o mais simples descanso. Um equilíbrio difícil de encontrar quando os dias se somam aos dias de rotinas infindáveis. 


Curiosamente foi em Julho que surgiu o Reservatório de Sensações. O que me faz pensar que sempre apreciei este mês, mesmo que fosse de forma inconsciente, entre lamurias contra o calor intenso que se faz sentir sempre no interior do país nesta altura do ano.  É verdade, o Reservatório de Sensações está de parabéns e há tanto para partilhar convosco, tanto para mudar, tanto para dizer. Sei que os próximos dias vão ser loucos deste lado. Portanto, regresso ao post de abertura de 2017: manter as expectativas baixas, sonhar com coração, sem esquecer a cabeça. Todavia, espero mesmo ter tempo e inspiração para partilhar as várias receitas e coisas boas que têm acontecido na minha vida, no meu particular Reservatório de Sensações. Acho que a receita que partilho convosco tanto serve de ode a Julho, como de ponto de partida para lançar o aniversário deste meu cantinho tão adorado. Espero contar convosco desse lado para que este mês de Julho seja ainda melhor do que espero.








Popsicles de Mirtilos e Kefir

Ingredientes
200gr de mirtilos
Sumo de 1 limão
3 colheres de sopa de mel (Samelas*)
10 colheres de sopa de kefir ( Pastoret*)
4 colheres de leite condensado

Modo de preparação
Numa panela pequena levamos, a lume médio, o mel com os mirtilos previamente lavados. Assim que começar a ferver, reduzimos o lume e deixamos fervilhar cerca de cinco minutos ou até que os mirtilos comecem a libertar o seu sumo, mas sem se desfazerem por completo. Acrescentamos o sumo de limão. Retiramos do lume e deixamos arrefecer. Numa taça juntamos o kefir e o leite condensado. De seguida preparamos os moldes de gelado. Vertemos a mistura de mirtilo até atingirmos ¼ dos moldes (mais coisa menos coisa). Levamos ao congelador durante cerca de 15 minutos ou até a mistura de mirtilos ganhar alguma solidez. Vertemos a mistura do kefir quase até ao bordo do molde. Vertemos um pouco mais da mistura de mirtilo. Levamos ao congelador até solidificar por completo (4 horas ou durante toda a noite)

*Em relação ao mel, sou super fã da marca Samelas. Nota-se que é um mel genuíno, suave mas ao mesmo tempo repleto de sabor. Acho que as minhas receitas têm beneficiado bastante com este mel da Serra da Estrela.

*Descobri esta marca espanhola há pouco tempo. Este Kefir é bastante suave e não abafa os restantes sabores do gelado. É perfeito para comer à colherada, com granola, etc, mas também para juntar a diversas receitas.









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Bolo "Melhor Beijo"

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O Verão tem-se instalado há já alguns dias cá por casa. Trouxemos as refeições para o exterior (agora que o podemos fazer) para o pátio, para a sombra fresca e arejada dos entardeceres quentes. Sabe bem esquecer a televisão prostrada na sala e degustar os finais de dia no silêncio de uma conversa franca, sem distracções.

Embora ainda não esteja pronta para abandonar as comidas confortáveis de forno, a escolha de sabores tem recaído em apontamentos de frescura. Ou não estivéssemos no pico dos mais frescos vegetais ou das frutas mais sumarentas. Sabe bem aproveitar o Verão.

Os bolos pedem-se frescos, mas intensos. Como os beijos. Talvez o Verão puxe mais por gordices doces e beijos, muitos beijos, enquanto se vivem os dias longos e luminosos.




Fiz este bolo para os anos da minha mais pequena. Uma invenção de última hora, tendo por base uma outra receita já anteriormente testada. Não houve tempo para tirar fotos, apenas para o degustar em família, sempre a esticar as fatias tal era a vontade de o provar. Pensei em não partilhar a receita, mas quando chegou a vez de calmamente deglutir a minha fatia, percebi que com ou sem fotos, este bolo merecia vir parar ao blogue. Experimentem em casa e vão ver do que falo.

Bolo "Melhor Beijo"

Ingredientes para o bolo e recheio
2 iogurte grego Oikos Fondue de Laranja
2 iogurte grego Oikos Fondue de Frutos do Bosque
6 ovos
2 copos de iogurte de açúcar
3 copos de iogurte de farinha
1 copo de iogurte de óleo de girassol
2 colheres de chá de fermento em pó
Raspa de 1 laranja
Raspa de 1 limão

Ingredientes para a cobertura
250gr de açúcar de confeiteiro
200gr de queijo Cream Cheese
3 colheres de sopa de manteiga

Separamos as gemas das claras. Batemos as gemas com dois copos de açúcar. Assim que a mistura se torne fofa e esbranquiçada, adicionamos um iogurte Oikos Fondue de Laranja, o óleo e a raspa da laranja e do limão. Incorporamos bem. Batemos as claras em castelo bem firmes. Juntamos as claras em castelo ao preparado anterior, alternadamente com a farinha e o fermento em pó. Levamos ao forno, previamente aquecido a 160ºC, numa forma untada com margarina e polvilhada com farinha, durante (+/-) 40 minutos. Deixamos o bolo arrefecer durante cinco minutos na forma. Desenformamos e deixamos arrefecer por completo. Quando o bolo estiver frio, cortamos a meio e recheamos com os restantes iogurtes gregos Oikos Fondue de laranja e Frutos do Bosque. Levamos ao frigorífico. Para a cobertura. Batemos o açúcar com a manteiga, até obtermos uma mistura homogénea. Adicionamos o cream cheese. Batemos novamente até obtermos uma pasta suave. Levamos a cobertura ao frigorífico durante vinte minutos. Cobrimos o bolo a gosto e decoramos com frutas da época. Eu usei mirtilos, framboesas e cerejas brancas.


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